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4.3.10

Desligue o PC do seu filho, aconselha estudo

Os pais que não deixam seus filhos assistirem a muita televisão ou ficarem no computador por muito tempo encontraram uma justificativa para essa decisão depois que um estudo ligou o tempo excessivo em frente às telas com problemas de relacionamento.

As descobertas do estudo, publicado na edição de março do Arquivos de Medicina Pediátrica e Adolescente, devem dar segurança aos pais que se sentem culpados por privar os filhos de entretenimento, disse a autora principal da pesquisa, doutora Rose Richards, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia.

"Nossas descobertas dão alguma segurança de que é bom limitar o tempo na frente da TV", disse ela. "Na verdade, isso pode resultar em relacionamentos mais fortes entre os jovens, seus amigos e pais."

O estudo foi baseado no Estudo Multidisciplinar de Saúde e Desenvolvimento de Dunedin e no Estudo de Estilo de Vida dos Jovens conduzidos pela universidade nos anos 1980 e em 2004.

Apesar de os estudos serem separados por 16 anos e de a natureza do entretenimento pelas telas ter mudado, a ligação com os relacionamentos familiares parece ser o mesmo.

"Nos anos 80, não havia uma grande quantidade de opções, então as pessoas assistiam televisão, mas agora há muitas telas que os jovens podem ficar olhando por horas", disse Richards à Reuters.

O Estudo de Estilo de Vida da Juventude envolveu 3.043 adolescentes neozelandeses de 14 e 15 anos. Os jovens completaram um questionário sobre o que fazem com seu tempo livre e fizeram uma avaliação sobre a sua relação com pais e colegas.



2.3.10

BNDES pode financiar expansão da banda larga


O Governo Federal já obteve, na Justiça, o direito, em caráter liminar, de utilizar os 16 mil quilômetros de fibras ópticas da Eletronet para projetos de banda larga.

Para iniciar os investimentos do Plano Nacional de Banda Larga - que prevê levar internet a mais de 4 mil municípios brasileiros e aumentar a competição entre as teles no setor – o governo tenta viabilizar uma fonte de recursos.

A primeira opção é usar os recursos do Funtel, fundo com R$ 10 bilhões em caixa e arrecadação anual de R$ 1 bilhão.

Estes recursos, no entanto, só podem ser liberados, em tese, para ampliar o acesso à telefonia fixa. Usá-los para fins de banda larga seria uma novidade e depende ainda de autorização da Justiça.

A Advocacia Geral da União precisará convencer a Justiça de que banda larga também é um serviço de telefonia essencial e, por isso, um setor que pode consumir os recursos do Funtel, fundo alimentado por impostos pagos pelas teles.

Se tiver sinal negativo da Justiça ou simplesmente esta decisão se arrastar por muito tempo, o governo prevê um plano B para iniciar, ainda este semestre, os investimentos do Plano. A ideia principal, neste caso, é que a Telebrás, empresa que vai gerir a rede da Eletronet, tome um empréstimo no BNDES.

O dinheiro será necessário para manutenção da rede da Eletronet e a criação de extensões à rede. Além disso, o Plano prevê a criação de redes 3G ligando os extremos da rede de fibra óptica até pontos do interior do Brasil.

O Plano Nacional de Banda Larga deve ser anunciado, oficialmente, este mês pelo presidente Lula.


7.1.10

Novas frequências podem turbinar banda larga

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos pediu à agência que regula o setor de comunicações do país para liberar frequências para transmissão de dados não usadas, como meio de aumentar a competição no mercado de internet rápida.

Em comentários à Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês), o Departamento de Justiça disse que o melhor caminho para promover a concorrência na banda larga é liberar as frequências e organizar os leilões de faixas de transmissão de dados de modo que as grandes provedoras de conexão sem fio não vençam as licitações.

As maiores provedoras de internet sem fio dos EUA são a AT&T e a Verizon Wireless, uma joint-venture da Verizon Communications e da Vodafone.

A T-Mobile, unidade da Sprint Nextel e Deutsche Telekom, está buscando meios de competir melhor com as outras empresas do setor.

"A escassez de frequências é um obstáculo fundamental que a FCC precisa resolver", disse o Departamento de Justiça.

"Realocar frequências que estão sendo subutilizadas motivaria o lançamento de serviços de Internet sem fio e poderia ajudar a tornar tais serviços mais competitivos", acrescentou.

Representantes da FCC têm levantado preocupações sobre a falta de frequências com a explosão da demanda por aparelhos avançados em algumas redes de transmissão de dados, o que pode comprometer o funcionamento dessas redes.

A FCC tem dito que está avaliando alternativas para disponibilizar frequências adicionais para transmissão de dados, depois de leiloar espectros por mais de 19 bilhões de dólares em 2008.



23.11.09

Só 11,3% das cidades têm redes 3G

Números da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) indicam que apenas 11,3% dos municípios brasileiros possuem redes 3G em funcionamento.

A pequena penetração da banda larga no país é um empecilho também para a melhora da qualidade destas redes nas grandes cidades. Isto ocorre porque a Anatel e as empresas de telefonia se dividem entre a ´prioridade´ de levar as redes móveis rápidas para novos mercados e a necessidade de melhorar a qualidade das redes onde elas já existem.

Como o volume de recursos disponível para investir é limitado, a melhora na qualidade das redes compete com a inclusão de novos municípios neste tipo de serviço.

Segundo a Anatel, os Estados com melhor penetração do 3G são Distrito Federal, Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, onde mais de 20% das cidades contam com 3G. Já Minas, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás, Alagoas, Pernambuco e Ceará contam com índice de presença do 3G entre 10% e 20%.

Os piores resultados são vistos em toda a região Norte do país, Santa Catarina, Paraná e Nordeste (com exceção de CE, PE, AL). Nestas regiões, menos de 10% dos municípios contam com serviços 3G.



Banda larga 3G deve ter novas regras

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deve definir novas regras para fiscalizar serviços 3G e pressionar as teles móveis a melhorar a qualidade destes serviços.

A agência é pressionada por órgãos de defesa dos consumidores como Idec, Pro Teste e Procon que têm criticado duramente a qualidade dos serviços 3G no país. Há uma semana, o Ministério Público Federal em São Paulo também apresentou queixas sobre os serviços 3G

Um dos obstáculos à qualidade do serviço está na rápida adesão do consumidor ao 3G, o que fez a demanda crescer mais rapidamente do que os investimentos das teles. Um problema grave é que em alguns casos o usuário não consegue navegar sequer com 10% da banda contratada. Assim, quem compra um link de 1 Mbps por vezes vê sua conexão funcionar com menos de 100 Kbps.

Num documento chamado ´O luxo que é um lixo´, o Idec classifica como ruins os serviços 3G no Brasil e avalia que, em alguns casos, não é sequer correto chamar de “banda larga” as conexões móveis, tais são as restrições de qualidade.

20.11.09

Grupo organiza teste nacional de banda larga

Um grupo técnico formado por entidades como Anatel, Inmetro, Rede Nacional de Pesquisas e NIC.br (órgão executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil) vai mapear a qualidade de serviços banda larga no Brasil.

A ideia do NIC.br é investir R$ 100 mil em esforços como a medição de velocidade real de conexões banda larga em diversos pontos do Brasil, além de coletar dados fornecidos voluntariamente por usuários de todo o país.

Os dados voluntários serão colhidos por um aplicativo disponível no site do NIC.br que vai medir a qualidade da conexão à web dos usuários e relacioná-los ao CEP onde o usuário vive. O dado geográfico permitirá ver quais são as regiões do Brasil com mais e menos infraestrutura de internet e qualidade de banda larga.

Além disso, o NIC.br vai contratar serviços de banda larga em diversos pontos do país, de diversos fornecedores e diferentes tecnologias para testá-los.

Para isso, cem terminais de acesso com dispositivo GPS (para assegurar informações geográficas) vão circular o Brasil testando serviços de banda larga. Os testes ocorrerão sem o conhecimento das empresas de telefonia.

Os dados mapeados pelo NIC.br serão cruzados com outros estudos feitos por órgãos que colaboram com a pesquisa, como Anatel e Inmetro.

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